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jul 05

03.04.2016 – PMs não serão cedidos ao Rio

É o que afirma o coronel Fernando Salema, dizendo que a cidade terá, inclusive, apoio da Força Nacional
Coronel Fernando Salema completa no próximo dia 17 um ano à frente do Batalhão de Niterói. Ele reconhece que perdeu parte do efetivo, mas garante que está se empenhando para fazer um bom trabalho Foto: Marcelo Feitosa

Coronel Fernando Salema completa no próximo dia 17 um ano à frente do Batalhão de Niterói. Ele reconhece que perdeu parte do efetivo, mas garante que está se empenhando para fazer um bom trabalho
Foto: Marcelo Feitosa

Completando um ano à frente do 12° BPM (Niterói) no próximo dia 17 de julho, o coronel Fernando Salema diz que apesar das dificuldades enfrentadas devido à crise econômica que assola o Estado, o batalhão tem se empenhado e vem conseguindo realizar um bom trabalho. Ele garante que durante os Jogos Olímpicos não haverá redução de efetivo na cidade por conta de reforço no policiamento da capital.

“O esquema será igual ao que foi utilizado na Copa do Mundo, em 2014. Os policiais que estariam de férias nos meses de agosto e setembro serão convocados para atuar no reforço na capital. Fora isso, Niterói receberá um reforço da Força Nacional, que vai ficar baseada no batalhão. Uma equipe já está vindo e tem reformado o nosso canil, para onde vão trazer alguns cachorros para o policiamento durante a competição. Ainda não sabemos quantos cachorros vão vir, nem como irão atuar, pois isso é um planejamento estratégico deles, mas nós vamos dar todo o apoio”, afirma.

Salema lembra que a unidade perdeu recentemente cerca de 150 homens, em sua maioria agentes que se aposentaram e pela suspensão, por falta de pagamento, do policiamento feito através do Regime Adicional de serviço (RAS), que era responsável por 100 homens a mais nas ruas todos os dias.

“Mas apesar dessa redução de efetivo, estamos conseguindo manter os números iguais aos do ano passado. Nossa meta é sempre reduzir os crimes em dez por cento em relação ao ano anterior, mas dentro dessa realidade temos conseguido manter um bom número de prisões e apreensões. Estamos superando as expectativas e até o momento estamos nos mantendo como o primeiro batalhão dentro do 4° Comando de Policiamento de Área (CPA) em termos de índices estratégicos”, afirmou.

De acordo com o coronel, não há previsão para a chegada de novos policiais no batalhão, porém, com a promessa do pagamento dos salários e das gratificações dos policiais, a procura pelo RAS pode crescer.

“Isso aumentaria novamente o número de policiais nas ruas. Estamos na expectativa, mas ainda não temos nada confirmado. Só sabemos que a verba será para a Segurança, mas não sabemos como nem onde será aplicada”, declara.

Desde julho de 2015, quando Salema assumiu o comando do 12º BPM, o batalhão já efetuou mais de 1,7 mil prisões, capturou mais de 500 menores infratores e apreendeu mais de 300 armas.

Coronel Fernando Salema completa no próximo dia 17 um ano à frente do Batalhão de Niterói Foto: Divulgação

Coronel Fernando Salema completa no próximo dia 17 um ano à frente do Batalhão de Niterói
Foto: Divulgação

“Nesse período tivemos cerca de 1,2 mil veículos roubados, entre Niterói e Maricá. Deste total, mais de 900 foram recuperados e devolvidos aos proprietários”, frisa o comandante.

Áreas de conflito – A Zona Norte é, segundo Salema, a região mais complicada da cidade em termos de segurança pública, por conta das muitas comunidades, próximas uma das outras e dentro de uma área urbana.

“Em São Gonçalo, onde também trabalhei, o Salgueiro, por exemplo, fica lá no interior da cidade. Por mais que tenha uma megaoperação ou uma troca de tiros, isso não chama a atenção de toda a cidade. Mas em Niterói, uma pequena troca de tiros no Morro do Cavalão ou na Viradouro gera todo um pânico na população”, argumenta o comandante.
Salema ainda explica que, na Zona Norte, traficantes travam uma guerra por território.

“Naquela região os criminosos brigam entre si. E esses conflitos tiram o sossego da população. Se os bandidos só vendessem drogas, o problema seria menor, mas eles não só vendem drogas. Eles ostentam armas, colocam barricadas, ou seja, atrapalham a vida dos moradores que não têm nada a ver com o crime. Isso assusta e a população não gosta disso”.

Porém, o comandante diz que, pelo menos de modo oficial, Niterói tem menos problemas do que a população tem afirmado pelas redes sociais. Segundo ele, isso é devido à subnotificação dos crimes.

“Em vez de registrar a ocorrência na delegacia, ou ligar para o 190, muitas pessoas postam nas redes sociais e cobram medidas da polícia. Não temos como estar em todas as redes, mas somos sempre os primeiros a chegar, seja em um acidente, um incêndio, um conflito. A polícia é o para-raios de todos os problemas”, avalia.

Fernando Salema diz ainda que continuará reprimindo a realização de bailes funk patrocinados pelo tráfico nas comunidades.

“As grandes equipes que antes faziam esses bailes não estão vindo mais para a cidade. Hoje eles fazem pequenos bailes com caixas de som mais fáceis de serem removidas em caso de uma operação, mas aos poucos os bailes estão sumindo das comunidades. Não somos contra o funk ou contra as festas nas comunidades, mas esses bailes são patrocinados pelo crime e a população de bem não aprova esse tipo de festa, pois só traz confusão e desconforto”, conclui.

Fonte: Site do Jornal O Fluminense

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